Ocorre devido a uma sobrecarga e estresse repetitivo no mecanismo extensor do paciente e é muito comum em atividades em que há ocorrências de saltos, dando origem ao nome de “joelho do saltador”.
Assim, esportistas de atividades como vôlei, basquete e futebol estão mais propensos a desenvolver esse tipo de tendinite.
Além disso, pacientes com alto índice de IMC, discrepância de membros e pé plano também têm maiores chances de ter a tendinite patelar.
Outro fator de risco associado a esse problema é a fraqueza e baixa flexibilidade do quadríceps e dos flexores da coxa.
Fatores intrínsecos do paciente, por exemplo, um mal alinhamento do mecanismo extensor, também contribui para o aparecimento dessa tendinite.
Normalmente, a tendinite patelar é associada com uma tendinose em que ocorre alterações degenerativas do tendão e incapacidade dele se auto regenerar.
O sintoma mais comum da tendinite patelar é dor na frente do joelho (região anterior) localizada mais especificamente no polo inferior da patela e região superior do tendão patelar.
A dor é insidiosa e pode piorar com as atividades físicas, mas pode progredir e estar presente nas atividades cotidianas.
O diagnóstico é feito através do exame clínico associado com exames de imagem.
O exame clínico irá mostrar dor na palpação do polo inferior da patela e região superior do tendão patelar.
Além disso, o paciente terá dificuldade e dor para realizar agachamento com um pé só e 30 ° de flexão do joelho acometido.
Os dois principais exames de imagem possíveis para colaborar com o diagnóstico são os exames de ultrassonografia e de ressonância magnética.
Assim, no exame de ultrassom podemos visualizar uma área de menor ecogenicidade, principalmente na região posterior do tendão patelar, como na seta da imagem abaixo, além de possíveis irregularidades e calcificações.
A ressonância magnética também mostra as alterações com uma maior capacidade (melhor sensibilidade e especificidade), sendo o melhor exame para realizar o diagnóstico.
O tratamento base para a tendinite é feito de forma conservadora através de exercícios de contração excêntrica. Isso porque, esse trabalho de reabilitação ajuda a remodelar as fibras colágenas e a proteger o próprio tecido das alterações de estresse na região.
Podemos utilizar alguns tratamentos alternativos, principalmente quando a reabilitação muscular não resolve o problema. Por exemplo, a terapia com ondas de choque pode ajudar a tratar e controlar os sintomas.
Outros tratamentos com menos evidências e que não realizamos rotineiramente podem incluir o uso de: plasma rico em plaquetas (PRP), injeção com corticóides, ácido hialurônico e outras injeções.
Nos casos mais avançados e em que há uma falha das alternativas anteriores, podemos realizar o tratamento cirúrgico para uma melhora da cicatrização, retirada do tecido doente, plastia e reparo adequado da região.
Podemos realizar a cirurgia de forma convencional ou por meio de artroscopia.
A melhor forma de prevenir a tendinite patelar é evitar a sobrecarga excessiva no mecanismo extensor, bem como atuar nos fatores de risco intrínsecos e extrínsecos do paciente.
Dessa forma, recomendamos algumas medidas:
Lembramos que uma tendinite não tratada pode evoluir para quadros mais sérios com possível rompimento do tendão e dor crônica.
Por isso, não postergue a ida ao médico, principalmente se você faz parte do grupo de risco e sente dores na região.
Quanto antes você se cuidar, melhor será!
Fonte: Figueroa D, Figueroa F, Calvo R. Patellar Tendinopathy: Diagnosis and Treatment. J Am Acad Orthop Surg. 2016 Dec;24(12):e184-e192. doi: 10.5435/JAAOS-D-15-00703. PMID: 27855131.
Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
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DR. DIEGO MUNHOZ
Dr. Diego Munhoz é médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
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