Quer conhecer a Terapia por Ondas de Choque no Joelho? Dr. Diego Munhoz é Ortopedista Especialista em Joelho em São Paulo e explica!
A terapia por ondas de choque tem se destacado como uma alternativa inovadora e eficaz para o tratamento de diversas condições ortopédicas, incluindo problemas no joelho.
Utilizando ondas de alta e baixa energia, essa abordagem estimula a regeneração tecidual, reduz a dor e melhora a mobilidade articular, sendo uma opção promissora para pacientes com lesões crônicas ou degenerativas.
Neste artigo, trazemos uma revisão bibliográfica de 2023 que aborda diversos aspectos da terapia de ondas de choque, desde o que é, como utilizar, detalhes específicos, até as restrições, limitações e contra indicações.
Acompanhe!
A terapia de ondas de choque consiste na utilização de aparelhos que emitem ondas de choque, geradas de diversas formas, como estímulos mecânicos, alterações de pressão e alterações elétricas ou eletromagnéticas.
Existem dois principais tipos de aparelhos: os focais e os radiais.
A diferença entre eles está na forma como as ondas são emitidas.
Os aparelhos focais emitem ondas com um pico mais alto, seguido por uma onda invertida, enquanto os radiais têm uma capacidade menor de penetração, sendo mais indicados para tecidos superficiais.
A terapia de ondas de choque é que ela pode ser realizada de forma isolada, mas não necessariamente será a única fonte de tratamento.
É importante ressaltar também que essa terapia deve ser avaliada pelo ortopedista especialista, pois é uma alternativa de tratamento que pode ser combinada com outras terapias.
A terapia de ondas de choque traz três grandes benefícios: o efeito analgésico, a melhoria na capacidade de reparo dos tecidos e a indução da proliferação óssea.
O efeito analgésico ocorre através da diminuição de substâncias como a substância P, perda seletiva de fibras nervosas não mielinizadas, menor expressão de calcitonina e ativação do sistema serotoninérgico.
Já a melhoria no reparo dos tecidos se dá pelo aumento da proliferação celular, vascularização e síntese de colágeno, principalmente nos tendões.
Por fim, o efeito osteogênico promove a proliferação óssea através de diversas formas de modulação.
Para a maioria dos tratamentos, utilizamos uma baixa intensidade de energia, exceto em casos de tecidos calcificados, como tendinite calcária no ombro, pseudartrose (quando um osso não consolida) e necrose óssea do quadril, onde é necessária uma energia mais alta.
Geralmente, realizamos de 3 a 4 sessões, com intervalos de 1 a 2 semanas, e uma variação de 1000 a 2000 pulsos por sessão.
Em casos de atraso na consolidação óssea e necroses avasculares, o número de pulsos pode ser maior.
A localização do tratamento é feita principalmente com base na clínica e nos sintomas do paciente.
Ademais, podemos utilizar um ultrassom para identificar áreas de calcificação.
Essa abordagem técnica permite um direcionamento mais preciso da terapia, garantindo melhores resultados clínicos.
As principais patologias em que a terapia de ondas de choque demonstra maior eficácia incluem a tendinite calcária do ombro, a epicondilite lateral, a síndrome de dor do grande trocanter, a fascite plantar e questões ósseas como a pseudartrose.
A tendinite calcária caracteriza-se pela formação de cálcio nos tendões do ombro, principalmente.
Esse processo ocorre em fases: calcificação, coalescência e descalcificação.
A fase mais tardia, que é bastante dolorosa, é onde a terapia de ondas de choque se mostra eficaz, melhorando a mobilidade do ombro, reduzindo a dor e restaurando a função.
A epicondilite lateral, conhecida popularmente como "cotovelo de tenista", é uma tendinite da região lateral do cotovelo, frequentemente causada por movimentos repetitivos.
Além do componente genético, há alterações fibróticas e degeneração no tendão.
Assim, a terapia de ondas de choque pode ser uma opção de tratamento para essa condição.
Além disso, a síndrome de dor do grande trocanter ocorre na região do quadril e pode envolver tendinopatias insercionais na região glútea, bursite trocantérica e dor ao redor do trocanter.
A fascite plantar, por sua vez, é a famosa dor no calcanhar, muitas vezes descrita como uma "facada" ao dar os primeiros passos do dia.
Ambas as condições podem se beneficiar da terapia de ondas de choque.
A pseudartrose é uma condição em que há falha na consolidação de uma fratura óssea.
Nesses casos, pode-se utilizar a terapia de ondas de choque para estimular a formação óssea e promover a cicatrização.
Além dessas patologias com alto nível de evidência, a terapia de ondas de choque também é considerada para outras condições, como por exemplo:
De acordo com esta revisão bibliográfica, devemos avaliar pessoas com problemas de coagulação com cuidado, pois os traumas acústicos podem causar hematomas.
Infecções ativas também são uma contraindicação, já que requerem tratamento com antibióticos ou intervenção cirúrgica.
Grávidas devem evitar a terapia, especialmente em áreas próximas ao feto, devido ao risco potencial.
Outra contraindicação importante é a aplicação direta na cartilagem de crescimento em crianças e adolescentes.
Isso porque há o risco de danos que podem levar a distúrbios de crescimento, como alterações angulares nas pernas ou discrepância no comprimento dos membros.
A presença de tumores, como linfomas, metástases ou mieloma múltiplo, também contraindica o uso da terapia de ondas de choque.
Lesões tendíneas completas, que geralmente têm menor capacidade de cicatrização espontânea, também exigem avaliação cuidadosa.
Nesse sentido, a lesão pode necessitar de tratamentos mais intensivos, como cirurgia, dependendo do caso.
Como vimos, a terapia por ondas de choque é uma alternativa eficaz e minimamente invasiva para o tratamento de diversas patologias ortopédicas, especialmente no joelho.
Com poucos efeitos colaterais e excelentes resultados em casos bem selecionados, esse procedimento tem se tornado uma opção cada vez mais utilizada para aliviar dores crônicas e acelerar a recuperação de lesões.
Para garantir um tratamento seguro e eficiente, é essencial contar com um especialista experiente.
O Dr. Diego Munhoz é médico ortopedista, especialista em cirurgia do joelho, com formação pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
Com um atendimento humanizado e acompanhamento próximo, ele atua desde o diagnóstico até a reabilitação, sempre buscando oferecer a melhor solução para cada paciente.
Então, se você deseja saber mais sobre a terapia por ondas de choque no joelho e entender se esse tratamento é indicado para o seu caso,
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DR. DIEGO MUNHOZ
Dr. Diego Munhoz é médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
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